Sindicatos que se prepararam para fim da contribuição têm crescimento após Reforma Trabalhista

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Presidente do Siemaco enaltece trabalho que foi além de pensar apenas no reajuste salarial

Sindicatos em crise. Tempos de vacas mais magras. O fim da contribuição sindical obrigatória, depois da aprovação da Reforma Trabalhista, fez com que as siglas que representam os trabalhadores passassem por momentos de readaptação, com demissão de funcionários e dificuldade de manter associados. Porém, alguns sindicatos acabam sendo exceções, por terem se preparado para a tempestade que viria a qualquer momento. E ela acabou vindo.

Um dos casos de sindicato que não sofreu com a aprovação da Reforma Trabalhista é o Siemaco, Sindicato dos Trabalhadores em Asseio e Conservação de Curitiba e Região Metropolitana. Nos últimos meses, o número de contratações no sindicato aumentou de 120 para 132 funcionários e ainda mantém um número alto de associados. O presidente Manassés de Oliveira destacou, nesta quinta-feira (7), que ao longo dos anos o sindicato se preparou para não ficar dependente desta contribuição.

“Nós fizemos a lição de casa e no decorrer dos anos não tínhamos mais a dependência disso. Nós nunca contamos com esse dinheiro como fundamental. Nossa taxa de sindicalização é de 60%, porque estamos próximo dos trabalhadores. Isso porque investimos no atendimento da Saúde ao sindicalizado, que é mais rápida que no SUS, além da educação e questões sociais”, explicou.

Segundo Manassés, adotar um modelo de sindicato cidadão fez com que houvesse uma confiança por parte dos trabalhadores. “Nós acompanhamos de perto tudo, com visitas ao trabalhador. Ele se sente bem atendido, porque recebe as informações precisas de tudo o que lhe interessa. Hoje estamos colhendo os frutos disso. Foi um crescimento de mais de 18% de sindicalizados nos últimos meses. Infelizmente, esta lei vai prejudicar o trabalhador de uma forma geral, mas não aos sindicatos que se prepararam e continuarão o trabalho forte”, concluiu.

Enquanto isso, sindicatos espalhados pelo Brasil já demitiram dezenas de trabalhadores e veem o número de associados desabar.

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