Diretora de assuntos da mulher e da diversidade humana da Conascon cumpre agenda e cobra efetividade da políticas públicas para promoção da igualdade racial

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Na última terça feira (14) a diretora da diversidade mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação, Limpeza urbana e Áreas Verdes – Conascon, Ana Cristina Duarte, participou da cerimônia de criação do departamento da diversidade do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas em Prestação de Serviços de Asseio e conservação e Limpeza Urbana de São Paulo, o SIEMACO-SP.

O departamento é uma iniciativa da secretaria da mulher do Siemaco-SP, que, enxergando a necessidade de uma abordagem mais específica na categoria, criou o departamento que será coordenado pela Cra. Andrea Ferreira de Souza, que vem desenvolvendo um grande trabalho de militância, voltada a  toda comunidade LGBT.

Para Andrea a categoria de asseio e conservação é muito carente no que se refere às políticas de inclusão do trabalhador transsexual. O Departamento vem para auxiliar aqueles que têm dificuldade de acesso ao mercado de trabalho em razão de sua opção sexual, afirma. O setor de asseio e conservação possui um grande número de pessoas nessa condição.

Para Ana Cristina, diretora da diversidade humana e da mulher da Conascon o movimento sindical precisa se apropriar dessa temática e assumir a luta pela defesa de todos os trabalhadores, independente de opção sexual.

 

Mulher negra e ancestralidade

Cumprindo agenda de compromissos, Ana Cristina participou do Seminário Ancestralidade e Sustentabilidade da Mulher Negra: Violência, Violação de Direitos e Emancipação, que aconteceu entre os dias 7 e 9 de agosto, em Brasília.

O objetivo do seminário foi reunir gestores públicos, acadêmicos, estudiosos e lideranças religiosas de todo Brasil e representantes dos órgãos de promoção da igualdade racial para debater e avaliar o desenvolvimento das políticas públicas especialmente no que tange às condições das mulheres negras, declarou o ministro dos Direitos Humanos Gustavo Rocha.

O evento é parte da série de atividades desenvolvidas pelo MDH em comemoração ao Dia Internacional da Mulher Latino Americana e Caribenha comemorado nessa terça-feira (25), a Década Internacional dos Afrodescendentes, à Declaração Universal dos Direitos Humanos, que completará 70 anos no dia 10 de dezembro e aos 130 anos da abolição da escravatura. A realização do seminário ocorre em parceria  com a Agência Espanhola de Cooperação Internacional (AECID), com a Organização das Nações Unidas (ONU) e com a Fundação Cultural Palmares (FCP).

Durante sua exposição, Ana Cristina cobrou das autoridades presentes o cumprimento das políticas públicas criadas para a promoção da igualdade racial, como a resolução 746 do Condefat. Ela afirmou que o movimento sindical atua em todas as esferas, mas não vê o resultado efetivo de todo trabalho realizado. “ A RT não resolveu a questão do desemprego, e não vai resolver, pois empreender é pra poucos. A Conascon quer trabalho formal, com registro em carteira e garantia de uma previdência social que atenda as necessidades do aposentado

 

 

Ato em protesto a violência contra a mulher negra

No dia 29/07 Ana Cristina participou,, em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, de protesto contra a violência que atinge as mulheres negras em todo o país.

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) afirma que o homicídio de mulheres negras é 73% maior do que as não negras, ou seja, 5,3 por 100 mil habitantes, apontando que em dez anos, a taxa de assassinatos de mulheres negras aumentou 15,4%, enquanto entre as não negras caiu 8%.

A mulher negra sofre, mas nunca desiste, somos fortes e lutaremos contra as desigualdades sempre. É da nossa essência, afirma Ana.

 

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