Greve ameaça limpeza de hospitais públicos do DF em plena pandemia

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Trabalhadores terceirizados denunciam atraso de salários e falta de sinalização de pagamento. Paralisação começa às 7h desta quinta-feira

 

Em plena pandemia do novo coronavírus, trabalhadores terceirizados responsáveis pela limpeza de hospitais públicos no Distrito Federal vão entrar de greve a partir desta quinta-feira (19/11).

Contratados pela empresa BRA, os funcionários cobram salários atrasados. A categoria alega ter tentado entendimento com a contratante e a Secretaria de Saúde do DF, mas não houve êxito. Assim, os profissionais decidiram por cruzar os braços.

 

Segundo o Sindicato dos Empregados de Empresas de Segurança e Vigilância do Distrito Federal (Sindesv-DF), desde 7 de novembro, aproximadamente 800 terceirizados estão sem receber os salários.

 

A greve vai atingir os serviços de limpeza e higienização dos hospitais regionais de Brazlândia, Ceilândia, Asa Norte (Hran), além do Materno e Infantil de Brasília (Hmib) e Hospital de Apoio.

 

Conforme o Sindiserviços-DF, a paralisação terá início às 7h. A greve foi comunicada à BRA e ao Governo do Distrito Federal (GDF).

 

 

Outro lado

Segundo a Secretaria de Saúde do DF, não há atrasos nos pagamentos à empresa BRA. De acordo com a pasta, as notas fiscais dos serviços realizados em outubro estão em análise e dentro do prazo de até 30 dias após a apresentação das faturas.

 

A pasta argumentou que desde 2009 o serviço de conservação e limpeza vem ocorrendo por meio de contratos emergenciais e despesas indenizatórias. “A Empresa BRA, do Estado de Alagoas, assumiu a prestação de serviço de forma emergencial desde março em toda a Secretaria de Saúde”, completou.

 

 

Nesta linha, conforme a versão da pasta, o governo tenta fazer a licitação regular. Mas o processo foi solicitado para análise, por diversas vezes, pelo TCDF. Por isso, houve a necessidade de divulgar novamente outra contratação emergencial.

 

“Para que não haja interrupção do serviço, a SES lançou um edital de contratação emergencial, até que haja manifestação em definitivo da Corte de Contas para que possa ser realizada a licitação regular”, concluiu a pasta.

 

A BRA negou pendências nos pagamentos aos terceirizados. “Todos os salários de nossos colaboradores, encontram-se em dias”, afirmou a diretora administrativa da empresa, Beatriz Martins.

 

FRANCISCO DUTRA

18/11/2020 21:58,ATUALIZADO 19/11/2020 11:06

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