‘Aqui é brincadeira com responsabilidade!’, afirmam garis cariocas que viralizaram dançando

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Durante o trabalho no sábado (18) em uma rua do Grajaú, o grupo se empolgou com a música de um carro que passava pelo local.

 

 

‘Aqui é brincadeira com responsabilidade’, afirmam garis que viralizaram dançando na Zona

 

 

Quando um carro tocando funk nas alturas passou por quatro garis que cuidavam da limpeza da Rua José Vicente, no Grajaú, na Zona Norte do Rio, no último sábado (18) a reação foi instantânea: todos começaram a dançar.

 

“Aqui é brincadeira com responsabilidade!”, disse Carlos Augusto da Silva Martins, 44 anos, 11 anos deles dedicados ao trabalho na Comlurb, a empresa de limpeza urbana do Rio de Janeiro.

 

A dança viralizou e fez com que Carlos Augusto, Rychard Max Ribeiro, Fábio Martins Dias e Fabiano Henrique dos Santos recebessem uma enxurrada de mensagens e telefonemas de amigos. Até a Prefeitura do Rio compartilhou a postagem na conta oficial no Twitter.

 

 

Em entrevista ao g1, os quatro garis fizeram questão de deixar claro que a brincadeira ajuda o clima a ficar mais divertido, mas que o trabalho fica em primeiro lugar.

 

“Normalmente a gente está sempre animado, sempre brincando, mas com a responsabilidade de colocar o lixo no caminhão”, afirmou Carlos Augusto.

 

 

Fabiano, de 34 anos, que também trabalha na empresa de limpeza urbana do Rio há mais de uma década, contou que o grupo se empolgou com a música de um carro que passava na rua.

 

“Passou um carro, a gente começou a dançar. O morador colocou a cara para fora da janela. A gente não esperava que ia ter essa repercussão toda. Eu estava lá em Maricá ontem [domingo, 19], eu peguei o telefone e tinha um monte de gente ligando, mandando mensagem”, disse o gari.

 

 

O grupo não sabe dizer quem os filmou. Mas Carlos Augusto ficou feliz com o reconhecimento e afirma que conseguiram passar uma mensagem positiva.

 

“Vieram pessoas filmando, gostando. Mesmo às vezes a gente na chuva, no sol, vento na cara. E as pessoas sempre têm o momento de olhar para a gente e falar que na chuva, no sol, eles estão catando lixo, eles estão brincando. Nós somos um pouco de exemplo para as pessoas”.

 

Entre o estilo de música que costumam escutar, os garis destacaram que ouvem de tudo: desde pagode e funk até louvores evangélicos. Há um espaço para cada gênero.

 

“Eu costumo ouvir pagode, bastante música evangélica. Sou bastante eclético”, disse Rychard.

 

Por Cristina Boeckel e Rodrigo Melo, g1 Rio

 

20/12/2021 11h41  Atualizado há 22 horas

 

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