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Abrindo o segundo dia do Encontro Nacional da CONASCON e primeiro dia de palestras nesta quarta-feira (20), em Florianópolis (SC), o Secretário Regional da UNI Américas, Márcio Monzane, falou sobre o Panorama Sindical Mundial. Os cerca de 230 participantes ouviram do sindicalista as tendências da organização do trabalho e as novas formas de tentar retirar direitos e vínculos trabalhistas com um discurso de Revolução Industrial.

 

Um dos exemplos citados por Monzane é da flexibilização das relações de trabalho, que começou a ser discutida na década de 1990, no governo Fernando Henrique, mas que ganhou uma nova roupagem com as plataformas de tecnologia. “Há um discurso do mundo moderno, que precisa atualizar, mas relações de trabalho, mas a agenda é a mesma: deixar de definir o que é jornada de trabalho e negociação coletiva, que o trabalhador é individual, que pode ser um trabalho intermitente e sem vínculo”, disse Monzane.

 

O sindicalista explica que a população não aceitou a ideia da flexibilização de direitos, então o poder econômico usa discursos novos. “A glamourização do empreendedorismo, como pudemos ver com a Uber e os aplicativos de entrega de comida, são exemplos claros dessa agenda. Mas com o tempo as pessoas vão percebendo que precisam de direitos. Várias trabalhadores em aplicativos estão criando sindicatos pelo mundo e no Brasil não será diferente”, explicou.

 

Sindicalismo precisa se modernizar

Monzane também colocou que as relações sindicais precisam se atualizar e discutir esses novos modelos de trabalho. “Na áreas de Limpeza, por exemplo, já existem plataformas que oferecem serviços intermitentes. E os sindicatos que representam esses trabalhadores precisam acompanhar essa evolução e defender veículos empregatícios e a defesa dos direitos desses prestadores. Acompanhar essas mudanças é essencial”, conclui.

 

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