SIEMACO-SP participa de protesto contra juros altos na Avenida Paulista

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O SIEMACO São Paulo, junto com as centrais sindicais, entre elas a UGT, participou nesta terça-feira (20) de um protesto em frente ao prédio do Banco Central (BC), na Avenida Paulista, na região central da capital, pedindo redução na taxa básica de juros. O grupo levou bandeiras e um carro de som, ocupando a calçada em frente ao edifício. Um cordão de policiais militares impediu a aproximação dos manifestantes da entrada do prédio.

 

Um boneco, vestido de terno e gravata, com notas falsas de dinheiro nos bolsos, representando o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, foi queimado pelos manifestantes em frente da instituição.

 

Elmo Nicácio (Lagoa), diretor do SIEMACO-SP, acompanhado dos também diretores Nilson Ferreira, Andrea Ferreira, Roberval dos Santos, Reimon Nascimento e um grupo de sindicalistas, subiu no caminhão de som e agradeço a união das centrais sindicais no protesto, atribuindo a culpa da atual taxa básica de juros de 13,75% ao presidente do Banco Central.

 

“O meu recado é para o presidente do Banco Central, Campos Neto. Você é presidente para administrar não para meia dúzia de banqueiros, mas para 215 milhões de brasileiros. A sua atitude gera desemprego, mata o pai de família de fome. Então, põe a mão na consciência, olhe para os trabalhadores, tire esse ‘coração de pedra’ do peito e pense em nós. ‘Pegue o seu banquinho e saia de mansinho’. ‘Pede pra sair’. Chega de juros altos nesse país, porque quem paga o pato é o pobre, que menos tem renda”, disse Lagoa, analisando que os juros altos reduzem o poder de compra e aumenta o desemprego.

 

O Comitê de Política Monetária Banco Central começa nesta terça-feira (20), em Brasília, a quarta reunião do ano para definir a taxa básica de juros, a Selic. A perspectiva, indicada na ata da última reunião, em maio, é que não haja cortes nos juros. Nesta quarta-feira (21), ao fim do dia, o comitê anunciará a decisão.

 

Ato das centrais sindicais na Av. Paulista – Foto: Rosa Rovena/ABr

Inflação

Depois de subir no início do ano, as expectativas de inflação têm caído. Segundo o último boletim Focus, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, no ano de 2023 passou de 5,42% para 5,12%.

 

Em maio, puxado pela queda nos preços dos combustíveis e de artigos de residência, o IPCA caiu para 0,23%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o indicador acumulou alta de 2,95% no ano e de 3,94% nos últimos 12 meses, percentual mais baixo do que os 4,18% acumulados até o mês anterior.

 

Taxa básica de juros

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. A taxa é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima do valor definido na reunião.

 

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

 

 A expectativa do mercado financeiro, entretanto, é que a Selic encerre 2023 em 12,25% ao ano.

 

*Pelos jornalistas Alexandre de Paulo (MTB 53.112/SP) e Fábio Busian (MTB 81.800/SP), com informações da Agência Brasil

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